O problema não é tráfego. É decisão.
Estudos de mercado mostram que a taxa média de conversão de landing pages gira em torno de 6,6%.
Isso significa que mais de 90% das pessoas que chegam a essas páginas não se tornam leads.
Esse dado não é achismo.
Ele aparece em levantamentos amplos, baseados em milhões de visitas analisadas, como o relatório da Unbounce sobre taxas médias de conversão em landing pages.
Mesmo assim, esse número costuma ser tratado como algo normal.
E é exatamente aí que mora o erro.
Quando páginas bem estruturadas ultrapassam 15% de conversão, o problema deixa de ser estatístico e passa a ser estratégico.
Não estamos falando de exceções geniais, mas de decisões melhores sendo tomadas antes mesmo da primeira dobra.
O gargalo não está em atrair pessoas.
Está em como a página se posiciona diante delas.
Landing page não é peça isolada. É continuação do modelo de negócio.
Um erro recorrente é tratar a landing page como um artefato independente, quase decorativo.
Algo que precisa existir para rodar campanhas ou captar leads.
Na prática, o usuário não vê uma landing page.
Ele vê uma promessa em continuidade.
Se a mensagem não conversa com o que ele acabou de ver em um anúncio, em um post ou em uma indicação, a ruptura acontece antes mesmo da leitura consciente.
O abandono não é racional, é automático.
Landing pages que convertem melhor não tentam convencer.
Elas confirmam expectativas.
Design estratégico não começa no layout
Quando se fala em conversão, muita gente pensa imediatamente em botões, cores ou títulos chamativos. Esses elementos importam, mas chegam tarde demais se o raciocínio anterior estiver errado.
Design estratégico começa respondendo silenciosamente a perguntas que o usuário ainda não formulou em palavras, mas já sente:
- Isso é para mim?
- Isso resolve meu problema real ou só parece bonito?
- Posso confiar?
- Vale meu tempo agora?
Quando a página não responde a essas questões, nenhuma otimização estética compensa.
O que páginas que convertem melhor tendem a ter em comum

Aqui entram as boas práticas, mas como padrões observáveis, não como receita.
Landing pages com desempenho acima da média costumam apresentar:
01) Clareza radical na proposta
Não é criatividade, é entendimento. A pessoa precisa compreender em poucos segundos o que está sendo oferecido, para quem e por quê.
02) Hierarquia visual que orienta, mas não distrai
Tudo na página aponta para uma única ação lógica. Quando há múltiplos caminhos, o usuário escolhe nenhum.
03) Conteúdo que reduz atrito, não que empilha argumentos
Prova social, benefícios e contexto aparecem para eliminar dúvidas, não para impressionar.
04) Coerência com o estágio de consciência do usuário
Páginas que falam demais para quem ainda não entendeu o problema convertem mal. Páginas que explicam de menos para quem já está pronto também.
Esses padrões não surgem por acaso.
Eles são consequência de planejamento, não de inspiração.
O ponto cego mais comum das marcas
Muitas empresas acreditam que já têm uma landing page e, portanto, o assunto está resolvido.
O resultado costuma ser uma página funcional, visualmente correta, mas estrategicamente rasa.
O design está lá. Mas a conversão, não.
Isso acontece porque a página foi construída para existir, não para decidir.
Não houve questionamento real sobre o papel dela dentro do modelo de negócio.
E quando o design não nasce de perguntas, ele vira apenas forma.
Quando sair da média vira prioridade de negócio
Se a sua landing page converte algo próximo da média de mercado, algo em torno de 6,6%, ou até menos, tecnicamente ela está funcionando.
Mas estar dentro da média não significa estar bem posicionada.
Relatórios de conversão mostram que páginas alinhadas ao modelo de negócio, com clareza de proposta e leitura correta do contexto do usuário, conseguem ultrapassar 15% de conversão de forma consistente.
Essa diferença não vem de um botão melhor ou de um layout mais bonito.
Ela vem de decisões mais bem fundamentadas.
A pergunta não é se a sua landing page funciona.
É se ela está limitando o crescimento do seu negócio.
Quando a conversão para na média, quase sempre existe um desalinhamento entre o que a marca quer comunicar e o que o usuário precisa entender para avançar.
Identificar esse ponto exige menos ajuste técnico e mais leitura estratégica.
Se você quer entender por que sua landing page parou onde está e o que precisaria mudar para sair da média, converse com a Kamus.
Uma boa análise do modelo de negócio costuma esclarecer mais do que dezenas de testes superficiais.






