As pessoas mudaram o seu hábito de consumo e você ainda vende do mesmo jeito?

Pela primeira vez na história da indústria americana de música, o ‘streaming‘ corresponde a maior fatia da receita do setor. 51% de cada dólar pago por consumo de música nos Estados Unidos vem de serviços de ‘streaming‘ como Spotify, Apple Music, Deezer, Tidal, etc.

Segundo a ‘RIAA‘ (Recording Industry Association of America – Associação da Indústria de Gravação dos EUA), em 2016 houve um aumento de 11,4% no mercado, num volume anual de US$ 7,7 bilhões, comemorado pelas grandes gravadoras que adotaram o ‘streaming‘ como principal forma de negócio.

Claro que esse cenário nem sempre foi assim, basta lembrar do alvoroço causado pelo programa Napster em 1999, que mexeu com toda a indústria, que acabou ignorando na época do processo movido pela banda Metallica a mensagem não tão clara ainda do público sobre o consumo de música no mundo.

E qual era a mensagem do público?

De que não consumiria música mais do mesmo jeito! O ‘streaming‘ é a resposta para isso! Ninguém quer mais baixar músicas. Serviços com Spotify provam que o consumo continua, mas a forma como a música era comercializada precisou mudar.

Trailer do documentário Artifact, sobre a luta da banda 30 seconds to Mars que foi processada pela gravadora Virgin/EMI.

E como isso influencia nos outros tipos de negócios?

Praticamente tudo!

Da forma como se vende, comunica, e até mesmo o tipo de negócio da sua marca. Uma empresa consciente sabe que o público mudou completamente. Ele hoje pesquisa muito mais sobre um produto ou serviço na Internet, antes mesmo de digitar os números do seu cartão e crédito.

Há sites especializados em resenhas, blogs opinativos, e claro, a experiência de outras pessoas.

Cada vez mais o consumo baseado no impulso perde mais força e um alto grau de engajamento com o público é o caminho. E a comunicação é a forma para atingir esses objetivos. Mas se ainda sim, você não acredita nesse conceito, não se preocupe, o seu consumidor sim.

Como diz Alvin Toffler:

“Ou você tem uma estratégia própria, ou faz parte da estratégia de alguém.”

Pense nisso!

Artigo publicado por Cristiano Santos
Designer web e founder da Kamus
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